Segundo a lei básica da economia que rege a Teoria do Valor algo só tem um valor elevado se tiver uma utilidade e for raro.
Em determinados momentos da vida sentimos que não temos valor algum pelo menos para aquele indivíduo específico a quem dedicamos nosso afeto e ele simplesmente o despreza.
Vemo-nos sem utilidade e nos tornamos abundante na vida do dito cujo, pois o apaixonado tem a faculdade de se multiplicar e estar em todos os cantos que o seu objeto de desejo imagine estar.
Contudo, ocorre um fato interessante amplamente analisado pelas escolas econômicas. Esse trapo jogado fora e desprezado é apanhado por alguém que lhe dar carinho, importância e valor inimagináveis. O que ocorre?
Sobe sua cotação. Como o capitalista tem o faro aguçado para o que vai “bombar” no mercado, sentimental no caso, jamais abriria mão disso.
Sabedores das suas características: monopolisador e articulador. É de prever sua reação. Entra para quebrar a banca. Joga todas as suas cartas: mente, promete, chora, ameaça, vence.
E o indexador que inflacionou a cotação daquele bem, do seu bem, é posto de lado. Analisado no final do processo como algo que ia contra as leis do mercado que romanticamente acredita na sua livre ação e que no final tudo deve ser perdoado, e de que tudo vai dar certo.
Em um perfeito triangulo amoroso inevitavelmente assumimos o papel de um desses três atores: O Trapo, o Capitalista ou o Indexador. Basta analisarmos mais atentamente para perceber qual papel estamos desempenhando.
Apesar de o Capitalista desempenhar um papel importante, nas relações econômicas, nem sempre é leal ou joga pelo bem comum, ao contrário joga apenas por si não se importando nenhum pouco com o resultado final dessa operação.
Ao Indexador não há tempo nem espaço para serem melhor analisadas suas intenções. Na maioria das vezes sai perdendo, sem ao menos saber o porquê.
O Trapo, ou melhor, a mercadoria desvalorizada, coitado, é manipulado pelo Capitalista e seus sentimentos pisados e ignorados.
Como afirmou nosso poético Karl Marx em “O Capital”, parafraseando Shakespeare: “Evidentemente a mercadoria ama o dinheiro, mas nunca é sereno o curso do verdadeiro amor”.

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