Homens e mulheres respiram e transpiram sexualidade a todo instante. É só observar uma rodada descontraída de amigos na mesa de um bar formado só por homens, somente mulheres ou heterogêneo. O assunto principal é sempre o mesmo – sexo. Ele está nas piadas, nos gracejos, nas falsas acusações de homosexualidade, ele está presente o tempo todo.
É como se na verdade quiséssemos, ansiássemos até, por nos devorar em plena praça pública, num enorme e democrático bacanal. Mas as convenções sociais, educação e preconceitos aprendidos refreiam esses impulsos e nos conformamos em falar abertamente sobre o assunto e, às vezes, sob pena de uma represália, praticá-lo.
Para nós mulheres a coisa ainda é bem complicada. Resumindo, diz a boa temperança - se for para rolar alguma coisa mais séria - nada de sexo. Seja difícil, diáfana, imprecisa quanto a essa questão.
Dar ou não dar no primeiro encontro, eis a questão; de tão difícil resolução quanto a que enfrentou nosso confuso príncipe dinamarquês.
Sabemos que não é pra rolar nada. Mas o que fazer quando a vontade é maior que todos os bons conselhos? Para ser mais fatalista – e se eu morresse no dia seguinte? Porque devemos refrear nossa libido amplamente despertada em conversas informais e inocentes? Falar pode, fazer não.
Apesar de muitos alardearem que essas são questões já vencidas na sociedade moderna, sabemos que não. A mulher ainda é avaliada pelo seu comportamento sexual.
Para namorar, apresentar aos pais, casar. Os homens preferem aquelas que se dizem não dar muita importância ao sexo, que não deram no primeiro encontro e ficam “ruborizadas” ante a uma piada mais picante. Embora façam arruaça fora de casa, sem que eles saibam, é claro.
Como quebrar essas barreiras? Dando no primeiro encontro. Contando piadas picantes. Explorando e descobrindo seu próprio corpo. Aceitando sua sexualidade. Enfim sendo mulher.

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