quinta-feira, 1 de julho de 2010

Aprendizado

O aprendizado da difícil arte de ser uma mulher moderna requer muita dedicação e coragem para assumir esse desafio.
Ser mãe, mulher, uma excelente profissional com uma pasta entulhada de certificados e MBA, ser esposa, filha, irmã, amiga.
São tantas funções que exigem a nossa presença que por vezes achamos que não daremos conta. E não damos mesmo. Não somos super-mulheres. Não podemos nos multiplicar para ocupar todos esses espaços.
A excelente profissional provavelmente está criando um adolescente confuso e rebelde para a sociedade tomar conta.
A esposa e mãe dedicada está acumulando frustrações para se lamentar no futuro, ainda mais se o seu nem tão fiel companheiro resolver trocá-la por outra com metade da sua idade, quando tudo estiver aparentemente estável.
A mãe solteira ou separada felizmente não precisa esperar a aposentadoria para correr atrás do prejuízo, faz isso logo que pega a carta de alforria.
Daí as festas, barzinhos, novos amigos, novos amores, mas persistem as mesmas cobranças dos pais, do filho, das amigas e dela mesma: ficarei velha e sozinha pro resto da vida?
Em uma dessas saídas podemos observar as “armadilhas” estendidas para fisgar um desavisado. São saltos, vestidos pretos e justos no corpo, olhos brilhantes e bem maquiados, bocas desejáveis que se abrem em sorrisos condescendentes a menor alusão a sua beleza.
Algumas negam suas intenções, outras falam abertamente ou brincam com tudo isso instigando o grupo masculino a observar melhor esses sinais.
Não se enganem elas não querem apenas sexo. Querem um companheiro. Querem construir ou reconstruir aquilo que foi desfeito. Semelhante a Sísifo condenado eternamente a empurrar, ladeira acima, uma enorme pedra que rolava de novo ao atingir o topo. Cabe a mulher a árdua tarefa de agregar as famílias modernas, híbridas e confusas. Mas tudo se ajeita com um pouco de charme e dedicação feminina.
As mulheres transfiguram-se, assumem momentaneamente, cada um desses papéis. Como fabulosas malabaristas do “Cirque Du Soleil” equilibram essas esferas em cima de saltos e unhas bem feitas.
Às vezes cai tudo por terra. Vem a depressão, a vontade de comer um carrinho de cachorro quente inteiro, mas passa, faz parte do aprendizado, voltamos a sorrir e seguimos em frente.

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